domingo, 20 de março de 2011

Os efeitos da perda de biodiversidade

Diversidade na Amazônia -Castanhal- Pará

Uma equipe internacional de cientistas publicou uma nova e abrangente análise, mostrando que a perda de biodiversidade de plantas desorganiza os serviços fundamentais que os ecossistemas fornecem à humanidade.

A equipe de pesquisadores da Universidade de Michigan analisou resultados de 574 estudos de campo e de laboratórios em cinco continentes, feitos durante as duas últimas décadas - que mediram as mudanças de produtividade resultantes da perda de algumas espécies vegetais. Este tipo de meta-análise permite que pesquisadores enxerguem além de seus trabalhos coletivos ou individuais, para conseguir um quadro global muito mais confiável. O estudo foi publicado na edição de março do American Journal of Botany.

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Fonte: Planeta Sustentável

Pesquisa apresenta evolução do pensamento e do papel das mulheres brasileiras na sociedade

A pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado, realizada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo, por meio do Núcleo de Opinião Pública, em parceria com o SESC, apresenta a evolução do pensamento e do papel das mulheres brasileiras na sociedade. Entre os temas abordados no estudo estão Percepção de ser mulher: feminismo e machismo; Divisão sexual do trabalho e tempo livre; Corpo, mídia e sexualidade; Saúde reprodutiva e aborto; Violência doméstica; e Democracia, mulher e política.

A introdução do recorte de gênero é a grande inovação deste estudo que, desta vez, ouviu mulheres e homens sobre a situação da mulher brasileira. A pesquisa foi realizada em agosto de 2010 e ouviu a opinião de 2.365 mulheres e 1.181 homens, com mais de 15 anos de idade, de 25 unidades da federação, cobrindo as áreas urbanas e rurais de todas as macrorregiões do país. O levantamento envolve a inclusão de 176 municípios na amostra feminina e 104 na masculina.

Entre os temas abordados, a violência é o que chama mais atenção. Com relação à violência doméstica, em 2001, foram 12 modalidades abordadas; em 2010, foram 20. O tema Aborto foi mais aprofundado; entre os dados, estão os motivos que levaram muitas mulheres a terem abortado, como a falta de condições econômicas para ter um (ou mais de um) filho e a falta de uma relação estável e apoio do homem de quem engravidaram.

Para acessar a pesquisa, clique aqui.

Fonte: Fundação Perseu Abramo

sexta-feira, 18 de março de 2011

Fortalecer e difundir conhecimentos sobre plantas medicinais é objetivo de oficina


Entre os dias 22 e 24 de março, agricultoras e beneficiadoras de plantas medicinais das regiões do Baixo Tocantins e do Nordeste paraense participarão da oficina Disseminando saberes sobre o cultivo, conservação e manejo de plantas medicinais, promovida pela Associação Paraense de Apoio as Comunidades Carentes (Apacc) e pelo Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense (MMNEPA), na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Amazônia Oriental.

Integram a programação trocas de experiências, debates e aulas práticas, como Horto de Plantas Medicinais: cultivo, conservação e propagação de plantas medicinais; fitoquímica de plantas medicinais; e coleta, identificação botânica e xiloteca.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Produção e comercialização de produtos da agricultura familiar é tema de encontro em Capanema

Palestras, mesas redondas e depoimentos integram a programação do I Seminário da Central Amprafc – Associação Municipal dos/as produtores/as rurais da agricultura familiar de Capanema, que ocorre nesta sexta-feira (18), no auditório da Escola Estadual Pastor Ananias, no próprio município.

Com o tema Produção e comercialização da agricultura familiar com o foco de inclusão social, o evento, promovido pelo Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense (MMNEPA) e pela Central Amprafc, visa promover debate e capacitação dos/as produtores/as rurais do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Central Amprafc, no sentido de fortalecer as organizações para o enfrentamento das dificuldades no processo de gestão da produção e na comercialização dos produtos da agricultura familiar.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Saga da Amazônia Vital Farias

Rio + 20: reunião é marcada para junho do ano que vem

Foi concluída na semana passada a segunda reunião preparatória para a Rio+20, que marca os 20 anos da Eco-92. Os países escolheram a data do evento: de 4 e 6 de junho de 2012. Para o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, nesses quase 20 anos, algumas coisas foram bem e outras, nem tanto. Por isso, diz, a Rio+20 é uma oportunidade para a comunidade internacional finalmente realizar a promessa do desenvolvimento sustentável. O chinês Sha Zukang, secretário-geral para a conferência do Rio, concorda. "É a chance de a humanidade se comprometer com a transição para a economia verde e tirar as pessoas da pobreza. Não podemos esperar mais 20 anos."

Fonte: Site do Ministério das Relações Exteriores

terça-feira, 15 de março de 2011

Como eliminar agrotóxicos dos vegetais

Lembrando a tragédia do Cesio 137 e a impunidade dos responsáveis - Documentario Filme

"Agrotóxico vai contaminar a água e desequilibrar a oferta de alimentos", diz pesquisadora


 João Peres, Rede Brasil Atual
Publicado em 10/03/2011


Raquel Rigotto, durante aula na Fiocruz
Foto: EPSJV/Fundação Osvaldo Cruz/Divulgação)

A professora e pesquisadora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, Raquel Rigotto, alerta para o risco de contaminação das áreas agriculturáveis do país devido ao uso abusivo de agrotóxicos por parte das empresas do agronegócio.

Em entrevista à Rede Brasil Atual, Raquel, que também é coordenadora do Núcleo Tramas – Trabalho, Meio Ambiente e Saúde, critica o modelo de desenvolvimento agrícola adotado pelo Brasil e prevê que a continuidade do atual padrão pode levar ao adoecimento da população, além de pouco contribuir para o abastecimento e a segurança alimentar no país.

Leia a entrevista na íntegra no site da Rede Brasil Atual.

As mulheres não são homens


A cultura patriarcal tem uma dimensão particularmente perversa: a de criar a ideia na opinião pública que as mulheres são oprimidas e, como tal, vítimas indefesas e silenciosas. Este estereótipo torna possível ignorar ou desvalorizar as lutas de resistência e a capacidade de inovação política das mulheres.

Boaventura de Sousa Santos

No passado dia 8 de março celebrou-se o Dia Internacional da Mulher. Os dias ou anos internacionais não são, em geral, celebrações. São, pelo contrário, modos de assinalar que há pouco para celebrar e muito para denunciar e transformar. Não há natureza humana assexuada; há homens e mulheres. Falar de natureza humana sem falar na diferença sexual é ocultar que a “metade” das mulheres vale menos que a dos homens. Sob formas que variam consoante o tempo e o lugar, as mulheres têm sido consideradas como seres cuja humanidade é problemática (mais perigosa ou menos capaz) quando comparada com a dos homens. À dominação sexual que este preconceito gera chamamos patriarcado e ao senso comum que o alimenta e reproduz, cultura patriarcal.

Leia a continuação clicando aqui.

Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal). Publicado em Carta Maior no dia 9 de março de 2011.