terça-feira, 31 de agosto de 2010

Manejo florestal é mais lucrativo que a pecuária extensiva e o cultivo de grãos na Amazônia

"Levantamento feito por pesquisadores da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) para o Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor) aponta que, quando respeitadas as leis ambientais e trabalhistas, o manejo florestal é mais lucrativo que a pecuária extensiva e o cultivo de grãos na Amazônia.
De acordo com o professor Antônio Cordeiro, que coordenou o estudo, cada hectare (10 mil metros quadrados) de floresta amazônica pode render R$ 22,05 com manejo florestal por ano, em comparação com R$ 6,00 da pecuária e R$ 14,00 das lavoura de grãos. “A ideia é que as entidades financiadoras que não conhecem essa rentabilidade, disponibilizem linhas de crédito para a exploração florestal”, explica.
O manejo florestal consiste na exploração planejada e controlada da mata, de forma a permitir que se recupere, reduzindo o impacto ambiental. O estudo foi feito para orientar os processos de concessão de manejo em florestas públicas estaduais no Pará. O mercado local de madeira em tora foi usado como referência para estabelecer o preço da floresta em pé a ser manejada. O valor médio da madeira em pé foi estimado em R$ 27,20 por metro cúbico.
Cordeiro destaca que a pesquisa foi feita na região da Ilha do Marajó, nos municípios de Bagre, Chaves, Afuá, Portel e Juruti, que proporcionalmente tem menos madeiras nobres que outras partes do Pará, e que, ainda assim, o manejo se mostrou rentável. “Ali há alto índice de madeira branca, que tem menor valor e é muito usada para laminado e compensado”, explica.
A comparação com a agricultura e a pecuária foi feita considerando os custos de cumprir as leis ambientais e pagar os trabalhadores corretamente, o que muitas vezes não ocorre nessas atividades no Pará. Os casos de trabalho análogo ao escravo ou com remuneração abaixo da mínima, por exemplo, são comuns em algumas fazendas de gado. Sem cumprir a legislação, explica Cordeiro, a pecuária é mais rentável que o manejo, mas não é sustentável ambientalmente."

Reportagem de Dennis Barbosa Do Globo Amazônia (imagem divulgada na reportagem. Nasa/produção).

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

DRP COM EXPOSIÇÃO DE ARTESANATO

Durante aplicação do DRP em Capanema  mulheres e associações tiveram a oportunidade de demonstrar seus trabalhos e vender seus produtos.

Em Capanema Produção de Cestaria.

Produzida pela familia de Dona Maria das Graças na Comunidade do Tauari, feita da palha do Tucumã, palmeira tipica da região.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A Articulação Nacional de Agroecologia (ANA-Amazônia) promove reunião regional em Belém



A Articulação Nacional de Agroecologia (ANA-Amazônia) promove reunião regional em Belém nos dias 25 e 26 de Agosto, no auditório da FASE-Amazônia, em Belém do Pará para retomar os processos coletivos da ANA-Amazônia, definir estratégias de ação e representações na agenda nacional da ANA.
Participaram 15 pessoas, representando importantes organizações e Fóruns  da Amazônia, dos estados do Maranhão, Amazonas, Tocantins, Mato Grosso e Pará:
·         Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) do Maranhão
·         Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia (RMERA-Pará), Federação dos Trabalhadores na Agricultura ( FETAGRI)
·         Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense (MMNEPA)
·         Associação Paraense de Apoio Às Comunidades Carentes (APACC)
·         Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE AMAZôNIA)
·         Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM)
·         Cooperativa de Fruticultores de Abaetetuba  (COFRUTA)-FECAFES
·         Grupo de Intercâmbio em Agricultura Sustentável (GIAS)-FASE Mato Grosso
·         Federação das Cooperativas da Agricultura Familiar do Sul do Pará (FECAT)
·         Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO)
·         Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária do Baixo Amazonas -PARÁ(CEAPAC)
·         União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Empreendimentos Solidários (UNICAFES-PARÁ)
·         Fórum da Amazônia Oriental – FAOR-Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED)



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Projeto Mulheres do Campo: ciclo de diagnósticos participativos


Já foi iniciado pela APACC ciclo de diagnósticos participativos e oficinas com enfoque em Segurança Alimentar, Agroecologia, Saúde, Participação Política para mulheres trabalhadoras rurais da Região do Baixo Tocantins. Serão realizadas atividades em comunidades dos municípios de Igarapé Miri, Mocajuba, Cametá, Limoeiro do Ajuru e Oeiras do Pará
 A equipe contou com apoio dos Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e organizações locais como a Associação de Mulheres de Igarapé-Miri (ASMIM). 
 O MMNEPA, após o DRP de Capanema realizado de 10 a 12 de agosto, segue com atividades em Capitão Poço e Irituia.

O Projeto Mulheres do Campo é uma iniciativa da APACC (Baixo Tocantins) e do MMNEPA (Nordeste Paraense). É financiado pela União Européia e Pão Para o Mundo

Para maiores informações: mulheresdocampo@gmail.com




sábado, 14 de agosto de 2010

MMNEPA realiza DRP em Capanema.





O MMNEPA. de 10 a 12 de agosto, reuniu em Capanema mais de 80 mulheres da agricultura familiar para debater Segurança Alimentar e Saúde; Violencia Contra Mulheres e Empoderamento. Além das oficinas foram aplicados questionários sobre o processo produtivo, de beneficiamentro e comercialização da produção. Estiveram presentes mulheres de 9 Municípios da Região do Nordeste Paraense,. Alguns grupos trouxeram artesanatos, cestarias feitas de fibra de tucumã e confecções das mulheres da Rede Bragantina de Santa Luzia.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Seminário tenta fortalecer políticas para agricultura familiar no Pará


Um seminário que acontece esta semana em Belém do Pará tenta fazer convergir diversas políticas públicas de apoio à agricultura familiar amazônica.

Fruto de um trabalho conjunto entre organizações sociais da região, o programa da ONU para o desenvolvimento e a Companhia Nacional de Abastecimento, o debate reúne centenas de pessoas e organizações que, de alguma forma, são beneficiários de políticas de apoio.

São agricultores familiares, pescadores, extrativistas e outros pequenos produtores rurais que vendem parte de sua produção para o governo federal por meio de programas públicos de compra de alimentos.


A destinação destes alimentos, em geral, é a alimentação escolar e programas de assistência social. Por um lado, programas deste tipo garantem o direito à alimentação adequada de muitos, e por outro, são uma garantia de desenvolvimento econômico dos pequenos produtores.

Entidades como Fase Amazônia, Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes e o Centro de Apoio a Projetos e Ação Comunitária organizam famílias em uma rede de comercialização.

Esta rede, hoje estabelecida sob o nome de Recopará, é um foco de capacitação e abertura de oportunidades para aumentar os ganhos com a exploração sustentável dos recursos naturais na Amazônia.
Formas de apoio à pequena produção sustentável são defendidas por movimentos sociais e organizações em todo o Brasil como um caminho seguro de desenvolver economicamente as comunidades sem agredir o meio ambiente.

Fonte: Agencia Pulsar-Brasil.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

FASE, APACC e CEAPAC, pela  RECOPARÁ – Rede de Comercialização dos Produtores e Consumidores Associados do Estado do Pará, realizam Seminário: “CONVERGÊNCIA DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE FORTALECIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR E SEGURANÇA ALIMENTAR” em Belém, de 12 a 14 de Agosto 2010, no hotel Beira Rio com a parceria da CONAB e do PNUD.
Serão debatidas as políticas públicas para a agricultura familiar e segurança alimentar e nutricional da ultima década e a execução do Programa de Aquisição de alimentos (PAA) nos últimos dois anos no Estado do Pará.

Encontro de Mulheres Negras Quilombolas