segunda-feira, 18 de julho de 2011

A concentração de terras no Brasil

Entrevista especial com Gerson Luiz Mendes Teixeira, engenheiro agrônomo, ex-presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária – ABRA, e integrante do núcleo agrário do Partido dos Trabalhadores.

A partir de pesquisa realizada, o engenheiro agrônomo aponta indícios da possibilidade de um processo de agravamento da concentração de terra, acompanhado do incremento dos níveis de ociosidade da grande propriedade.

Segundo dados recentes do Incra, a região sul do Brasil (e não a Amazônia) foi a que apresentou o maior incremento no número de grandes propriedades improdutivas. A informação é do engenheiro agrônomo Gerson Luiz Mendes Teixeira, que desenvolveu um estudo com o objetivo de realizar um cotejo entre os perfis das estruturas fundiárias do Brasil de 2003 e de 2010, retratados nas respectivas atualizações das Estatísticas Cadastrais do Incra. Os dados obtidos, segundo Gerson, “demonstram a falácia dos argumentos dos ruralistas sobre a necessidade de mudanças no Código Florestal para liberação de áreas para a expansão do agronegócio”. E continua: “uma vez atualizados os índices de produtividade, conforme determina a lei, teremos uma enorme ampliação do estoque de imóveis passíveis de desapropriação”. Na entrevista a seguir, concedida por e-mail, Gerson traz dados alarmantes sobre a questão da terra no país, entre eles a informação de que “contabilizamos, no Brasil, 69,2 mil grandes propriedades improdutivas, com área equivalente a 228,5 milhões de hectares”.

Para ler mais, clique aqui.

Consea divulga posição sobre feijão transgênico

Em documento encaminhado à presidente Dilma Rousseff, Consea afirma que país não tem respeitado o princípio da precaução e posiciona-se contra a liberação do feijão transgênico


Leia abaixo a íntegra da Exposição de Motivos do Consea, de 07 de julho de 2011

Excelentíssima Senhora Presidenta da República,

O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), reunido em plenária no dia 15 de junho de 2011, discutiu e fez proposições relativas à atuação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) a respeito da liberação de Organismos Vivos Modificados (OGMs). De acordo com o artigo 4° da Lei n° 11.346/2006, a segurança alimentar e nutricional abrange a conservação da biodiversidade, a utilização sustentável de recursos, a promoção da saúde, da nutrição e da alimentação da população, bem como a garantia da qualidade biológica, sanitária, nutricional e tecnológica dos alimentos, e seu aproveitamento, estimulando práticas alimentares e estilos de vida saudáveis que respeitem a diversidade étnica e racial e cultural da população.

O Decreto n° 7.272/2010, que instituiu a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, estabelece como uma de suas diretrizes a promoção do abastecimento e estruturação de sistemas sustentáveis e descentralizados, de base agroecológica, de produção, extração, processamento e distribuição de alimentos.

Diante do marco legal supracitado e do compromisso internacional firmado pelo Governo brasileiro na Convenção sobre Diversidade Biológica e no Protocolo de Cartagena, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) avalia que o país não tem respeitado o Princípio da Precaução, base fundamental da Agenda 21, em suas decisões referentes a temas de biossegurança. Razão pela qual este Conselho entende que é necessário adequar as políticas internas de biossegurança aos preceitos da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento - Rio 92.

Particularmente, o Consea manifesta preocupação com a atuação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), relativamente ao Princípio da Precaução, ao tempo em que lamenta as violações ali cometidas, tanto em relação à Lei de Biossegurança quanto a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. Com efeito, a CTNBio alterou o regimento do seu colegiado em maio do corrente ano a fim de reduzir para 30 dias o prazo formal concedido aos avaliadores de processos, envolvendo pedidos de liberação comercial de Organismos Vivos Modificados (OGMs), para emissão de seus pareceres argumentados. O prazo mínimo anterior, de 90 dias, que já se mostrava insuficiente para a avaliação cuidadosa dos volumosos processos, como indica o tempo médio a eles dedicado pela maioria dos membros daquela Comissão, tornar-se-ia o prazo máximo se não houvesse a intervenção do Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia (MCT) Aloizio Mercadante Oliva na questão. O Consea parabeniza a decisão do Ministro de rejeitar a redução dos prazos bem como de defender a pluralidade do debate e a transparência da atuação da Comissão.

Nos próximos meses, a CTNBio pretende alterar sua Resolução Normativa n° 5, que trata de pedidos de liberação comercial de OGMs. Entre as alterações propostas, incluem-se a exclusão de exigências de estudos de longo prazo (plurigeracionais), a exclusão de estudos com animais em gestação, e o estabelecimento de regramento facilitador ao processo de monitoramento pós liberação comercial. Alerta-se ainda que as últimas liberações foram aprovadas por voto de maioria dos membros da CTNBio, sem, contudo, haver a apresentação dos estudos acima referidos, que constam como obrigatórios na norma ainda em vigor.

O feijão “GM EMBRAPA 5.1”, cuja liberação comercial está sendo proposta, apóia-se em estudos insuficientes. O processo não apenas ignora a necessidade de estudos de consumo de longo prazo e com animais em gestação, como também apresenta escassa análise de fluxo gênico, examina aspectos ambientais somente nos estados de Goiás, Minas Gerais e Paraná, e ainda admite desconhecimento sobre as razões de funcionamento do gene inserido, entre outros. Sabendo que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Arroz e Feijão vem realizando há oito anos experimentos com cultivo orgânico de feijão sem que ocorra a infestação das doenças causadoras do vírus do mosaico dourado e sem comprometer a produtividade, entende-se que não há necessidade justificada de investir na pesquisa e na liberação comercial desse feijão transgênico, que certamente será demandador de uso de agrotóxicos.

Considerando, ainda, que a liberação deste OGM levaria à gradativa eliminação das variedades em uso e à perda de soberania dos agricultores e consumidores locais, e que a própria Embrapa possui um rico acervo de variedades de feijão, que até mesmo deveriam ser disponibilizadas aos agricultores familiares, o Consea posiciona-se contrário à liberação do feijão transgênico.

Assim, considerando que a CTNBio aprovou todos os pedidos de liberação comercial a ela apresentados, percebe-se que a referida Comissão assumiu um caráter de entidade facilitadora das liberações comerciais de OGMs no Brasil, em situação que rotineiramente contraria os votos e despreza os argumentos apresentados pelos representantes da agricultura familiar, dos consumidores, dos Ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário, os quais defendem claramente o Princípio da Precaução.

Diante disso, o Consea solicita a especial atenção de Vossa Excelência para as implicações e possíveis desdobramentos desta circunstância. Adicionalmente, o Consea solicita a possibilidade de indicar nomes de especialistas para compor as subcomissões que tratam da saúde humana e animal e das questões vegetal e ambiental na CTNBio, e que estes especialistas sejam incluídos entre os 12 nomes indicados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

Pelas razões expostas acima, o Consea apresenta as seguintes proposições à Vossa Excelência: 1. Proibição da liberação comercial do feijão transgênico e demais Organismos Vivos Modificados (OGMs); 2. Ampliação dos prazos concedidos aos processos de avaliação dos Organismos Vivos Modificados (OGMs); 3. Participação de representante do Consea na composição da CTNBio.

Concluímos que o momento é bastante oportuno para avançar na implementação dessa solicitação junto aos órgãos responsáveis a fim de assegurar de fato o Direito Humano à Alimentação Adequada e a segurança alimentar e nutricional da população.  

Respeitosamente,

Renato S. Maluf
Presidente do CONSEA

terça-feira, 5 de julho de 2011

Fundo Clima vai financiar recuperaçã​o de área degradada

O Comitê Gestor do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima aprovou, nesta quinta-feira (30/06), a inclusão de duas novas linhas de financiamento para recursos não reembolsáveis: a recuperação de área degradada por mineração e estudos de adaptação da zona costeira. Ambas terão R$ 2 milhões para ações de adaptação e mitigação às mudanças climáticas.

Durante a 2º reunião extraordinária do comitê, foi aprovado o regimento interno do Fundo Clima. Também ficou definido que os projetos não reembolsáveis serão escolhidos por chamada pública, descentralização de recursos e convênio.

De acordo com o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Eduardo Assad, os primeiro projetos devem receber recurso já no mês de julho. Ele falou que mesmo antes de abrir a seleção de projetos, o Ministério do Meio Ambiente já recebeu 20 projetos com intensão de financiamento.

O Fundo Clima tem cerca de R$ 34 milhões para aplicação direta em políticas do Plano Nacional de Mudanças do Clima, com linhas de crédito não reembolsáveis. No total, são R$ R$ 230 milhões para investimentos em projetos para geração de energias alternativas, mitigação e adequação às mudanças provocadas pela alteração do clima no Planeta, entre recursos reembolsáveis e não reembolsáveis.

Para o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre, o Fundo Clima deve financiar iniciativas estruturantes para atingir o objetivo de adaptação e mitigação às mudanças climáticas. De acordo com o secretário, se fragmentar os recursos em vários projetos pequenos o Fundo não vai avançar. É preciso buscar o equilíbrio entre ações estruturantes e pontuais , ressaltou.

Na reunião, também foi aprovado o regimento interno do comitê gestor do Fundo Clima. A próxima reunião será em agosto.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

7° Festival Brésil en Mouvements

A luta pela vida na floresta

Clique nas imagens para ampliar

Mudanças no Código Florestal


Este quadro apresenta principais mudanças feitas na lei do Código Florestal. O quadro traz de um lado os pontos da lei, como ela é, e do outro lado a mudança aprovada na Câmara dos Deputados. Este quadro foi retirado de um Infográfico produzido pela Agência Câmara, e veiculado no site da Câmara.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Nota da Rede Faor em apoio e solidariedade aos movimentos quilombolas do Maranhão

O Fórum da Amazônia Oriental (FAOR), Rede de ONGs e Movimentos sociais dos Estados do Amapá, Maranhão, Pará e Tocantins, e as organizações o qual representa, manifesta publicamente seu APOIO aos Movimentos Quilombolas do Maranhão que desde 1 de Junho vem travando uma batalha pela garantia de seus direitos, direitos estes que deveriam ser respeitados pelo Estado a mais de 200 anos, tempo em que as comunidades quilombolas ocupam as terras que vem sendo usurpadas pelo avanço dos latifúndios.

O Acampamento "Negro Flaviano" está ocupando a Praça Dom Pedro II, em frente ao Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão e do Palácio dos Leões, sede do poder executivo local. É composto por várias lideranças quilombolas, que objetivam denunciar as ameaças sofridas pelas comunidades quilombolas e exigir a regularização de seus territórios.

Por 24 horas, dois padres e dezessete quilombolas ficaram sem se alimentar, exigindo respeito e proteção do estado para as cinqüenta e oito pessoas que vivem sob ameaças de morte e iniciar uma negociação com o Governo, para que seus direitos sejam garantidos.

A greve de fome e o acampamento foram suspensos, até o dia 22 de junho, devido ao anuncio da visita da ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, que se prontificou a negociar com o Governo do Maranhão as reivindicações do Movimento Quilombola.


A rede FAOR e os Movimentos sociais que apóiam a causa quilombola na Amazônia exigem que as negociações com o governo ocorram de forma a respeitar e garantir seus direitos. Exigimos  aqui publicamente que União e Estados paguem esta dívida histórica que o Brasil tem com seus afrodescendentes.

Por um Brasil sem preconceitos! Pelo fim das desigualdades! Pela garantia dos direitos humanos!


Belém 14 de Junho de 2011

Assinam esta nota:
ABO - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS OGÃS
AOMT BAM - ASSOCIAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES DAS MULHERES TRABALHADORAS DO BAIXO AMAZONAS
AART -AP - ASSOCIAÇÃO DE ARTESÃOS DO ESTADO DO AMAPÁ
ACANH - ASSOCIAÇÃO DE COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA NOVO HORIZONTE
ADCP - ASSOCIAÇÃO DE DIVISÃO COMUNITÁRIA E POPULAR
AGLTS - ASSOCIAÇÃO DE GAYS, LÉSBICAS E TRANSGÊNEROS DE SANTANA
AMQCSTA - ASSOCIAÇÃO DE MORADORES QUILOMBOLAS DA COMUNIDADE DE SÃO TOMÉ DO APOREMA
AMAP - ASSOCIAÇÃO DE MULHERES DO ABACATE DA PEDREIRA
AMVQC - ASSOCIAÇÃO DE MULHERES MÃE VENINA DO QUILOMBO DO CURIAÚ
APREMA - ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO AO RIACHO ESTRELA E MEIO AMBIENTE
AEM - ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL MARIÁ
ASSEMA - ASSOCIAÇÃO EM ÁREAS DE ASSENTAMENTO NO ESTADO DO MARANHÃO
APACC - ASSOCIAÇÃO PARAENSE DE APOIO ÀS COMUNIDADES CARENTES
ACUMNAGRA - ASSOCIAÇÃO SÓCIOCULTURAL DE UMBANDA E MINA NAGÔ
ENCANTO - CASA OITO DE MARÇO - ORAGNIZAÇÃO FEMINISTA DO TOCANTINS
CEDENPA - CENTRO DE ESTUDOS E DEFESA DO NEGRO DO PARÁ
CENTRO TIPITI - CENTRO DE TREINAMENTO E TECNOLOGIA ALTERNATIVA TIPITI
CPCVN - CENTRO PEDAGÓGICO E CULTURAL DA VILA NOVA
CPDC - CENTRO POPULAR PELO DIREITO A CIDADE.
CJ-PA - COLETIVO JOVEM DE MEIO AMBIENTE DO PARÁ
CPT - COMISSÃO PASTORAL DA TERRA
COMSAÚDE - COMUNIDADE DE SAÚDE, DESENVOLVIMENTO E EDUCAÇÃO
CONAM - CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE MORADORES
CIMI - CONSELHO INDIGENISTA MISSIONÁRIO REGIONAL N II
COMTRABB - COOPERATIVA DE MULHERES TRABALHADORAS DA BACIA DO BACANGA
COOPTER - COOPERATIVA DE TRABALHO, ASSISTENCIA TÉCNICA, PRESTAÇÃO DE SERVIÇO E EXTENSÃO RURAL
FAMCOS - FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE MORADORES E ORGANIZAÇÕES COMUNITÁRIAS DE SANTARÉM
FECAP - FEDERAÇÃO DAS ENTIDADES COMUNITÁRIAS DO ESTADO DO AMAPÁ
FECARUMINA - FEDERAÇÃO DE CULTOS AFRORELIGIOSOS DE UMBANDA E MINA NAGÔ
FASE - FEDERAÇÃO DE ÓRGÃOS PARA ASSISTÊNCIA SOCIAL E EDUCACIONAL – PROGRAMA AMAZÔNIA
FETAGRI-PA - FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS NA AGRICULTURA DO ESTADO DO PARÁ
FÓRUM CARAJÁS - FÓRUM CARAJÁS
FÓRUM DOS LAGOS - FÓRUM DE PARTICIPAÇÃO POPULAR EM DEFESA DOS LAGOS BOLONHA E ÁGUA PRETA E DA APA/BELÉM
FMS BR163 - FORUM DOS MOVIMENTOS SOCIAIS DA BR 163 PA
FUNTOCAIA - FUNDAÇÃO TOCAIA
GHATA - GRUPO DAS HOMOSSEXUAIS THILDES DO AMAPÁ
GMB - GRUPO DE MULHERES BRASILEIRAS
ISAHC - INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL E APOIO AOS DIREITOS HUMANOS CARATATEUA
IMENA - INSTITUTO DE MULHERES NEGRAS DO AMAPÁ
ECOVIDA - INSTITUTO ECOVIDA
ISSAR - INSTITUTO SABER SER AMAZÔNIA RIBEIRINHA
ITV - INSTITUTO TRABALHO VIVO
SNDDEN - IRMÃS DE NOTRE DAME DE NAMUR
MMM - AP - MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES
MSTU - MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM TETO URBANO
MMIB - MOVIMENTO DE MULHERES DAS ILHAS DE BELÉM
MOEMA - MOVIMENTO DE MULHERES EMPREENDEDORAS DA AMAZONIA
MOPROM - MOVIMENTO DE PROMOÇÃO DA MULHER
MRE - MOVIMENTO REPÚBLICA DE EMAÚS
MULHERES DE AXÉ - MULHERES DE AXÉ
SINDOMESTICA - SINDICATO DAS EMPREGADAS DOMÉSTICAS DO ESTADO DO AMAPÁ
STTR/STM - SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS DE SANTARÉM
SINDNAPI - AP - SINDICATO NACIONAL DOS APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FORÇA SINDICAL
STTR MA - SINDICATOS DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS
SDDH - SOCIEDADE PARAENSE DE DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS
UFCG - UNIÃO FOLCLÓRICA DE CAMPINA GRANDE
UNIPOP – INSTITUTO UNIVERSIDADE POPULAR

terça-feira, 14 de junho de 2011

Os perigos dos agrotóxicos no Brasil

O Brasil é o primeiro colocado no ranking mundial do consumo de agrotóxicos. Mais de um bilhão de litros de venenos foram jogados nas lavouras em 2010, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola.

Com a aplicação exagerada de produtos químicos nas lavouras no país, o uso de agrotóxicos está deixando de ser uma questão relacionada especificamente à produção agrícola e se transforma em um problema de saúde pública e preservação da natureza.

A RadioagênciaNP apresenta uma série especial de sete reportagens sobre os agrotóxicos no Brasil. Os programas tratam dos efeitos dos agrotóxicos na saúde humana (tanto dos trabalhadores rurais como dos consumidores de alimentos), no meio ambiente e na agricultura.

O consumo de agrotóxicos cresce de forma correspondente ao avanço do modelo do agronegócio, que concentra a terra e utiliza grande quantidade de venenos para para garantir a produção em escala industrial.

Nesse quadro, os agrotóxicos já ocupam o quarto lugar no ranking de intoxicações. Ficam atrás apenas dos medicamentos, acidentes com animais peçonhentos e produtos de limpeza. Essas fórmulas podem causar distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares e no sistema endócrino, ou seja, na produção de hormônios.

Leia e ouça agora os programas da série especial “Os perigos dos agrotóxicos no Brasil”, produzida pela Radioagência NP, aqui.