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| Santa Maria-Pará, Abril 2011 |
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Redes de Agroecologia da Amazônia se reunem em Santa Maria do Pará para debater metodologia de disseminação de conhecimentos agroecológicos, com enfoque de gênero
Lideranças de Redes e Organizações que promovem a Agroecologia na Amazônia, que compõem a Rede de Agroecologia da Amazônia (ANA AMAZÔNIA\PRODIAS-Programa de Diálogo e Intercâmbio em Agricultura Sustentável), se reuniram dia 4 de abril, em Santa Maria do Pará, na Associação de Desenvolvimento Comunitário (ADESC), no Nordeste Paraense, para debater os avanços e desafios do movimento agroecológico na Região e planejar estratégias de visibilidade, disseminação e intercâmbios de conhecimentos sustentáveis entre camponeses (as), agricultores (as) quebradeiras de coco babaçu, quilombolas, indígenas, produtoras de plantas medicinais, artesãs.
Participaram cerca de 20 pessoas do Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense (MMNEPA), Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes (APACC), Associação Agroecológica TIJUPÁ, Federação de Órgãos Para Assistência Social e Educacional (FASE-AMAZÔNIA), Movimento Interestadual de Quebradeira de Coco Babaçu (MIQCB-MA), Rede de Agroecologia do Maranhão (RAMA), Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Rede de Agricultores Tradicionais da Amazônia (REATA), Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária (CEAPAC-Santarém), de Associações de Mulheres de vários municípios paraenses.
Nesta reunião, as organizações e redes se comprometeram em enviar informações (fotos, textos e ou vídeos) das experiências sustentáveis locais para compor o Banco de Dados Agroecologia em Rede da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e um catálogo virtual que está sendo construído pelas redes e organizações.
Este encontro teve o apoio do Projeto Mulheres do Campo, executado em parceria pela APACC e MMNEPA, com a Coordenação Geral da Pão Para o Mundo e financiamento da União Europeia.
*No ano 1993, a Pão Para o Mundo (PPM) iniciou um processo de diálogo e assessoria na América Central, para o fomento da segurança alimentar e da proteção do meio ambiente através da agricultura sustentável. Este processo, que hoje é conhecido como “Programa de Intercambio, Diálogo y Asesoría en Agricultura Sostenible y Seguridad Alimentaria" (PIDAASSA), foi expandido para 11 países da América Latina e Caribe. Com o Projeto Mulheres do Campo este processo é ampliado para a Amazônia brasileira.
O VI Fórum Social Pan-amazônico, em 2012, será na cidade de Cobija, na Bolívia
A última reunião do Conselho Internacional (CI) do Fórum Social Pan-amazônico (FSPA), realizada no dia 30 de novembro de 2010, em Santarém (PA), apontou dois países candidatos a sediar o VI FSPA: Bolívia e Peru. Naquele momento, ficou acordado que cada país apresentaria uma proposta com informações que ajudariam na definição do local. Porém, o envolvimento nas eleições presidenciais, entre outras questões, impediu que as(os) companheiras(os) peruanas(os) preparassem e encaminhassem esse documento ao Comitê de Articulação/FSPA. Assim, no dia 26 de fevereiro deste ano, foram apresentadas duas cidades bolivianas candidatas a sediar o VI FSPA: Trinidad e Cobija.
Uma reunião realizada no dia 19 de março, na cidade de Guyaramerin, Bolívia, com a participação de representantes do Comitê de Articulação e dos Comitês Locais de Cobija e Trinidad, remeteu ao Comitê de Articulação/FSPA a tarefa de definir a cidade sede do fórum de 2012.
No dia 29 do mesmo mês, o Comitê de Articulação reuniu-se e, pautado nos documentos apresentados por ambos os Comitês Locais, além do relato de participantes da reunião de Guyaramerin, avaliou que, considerando a infraestrutura, mobilização das organizações e movimentos sociais, e articulação com os governos, ambas as cidades possuíam condições de receber o VI FSPA. A definição então se baseou na localização geográfica, e no impacto imediato da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-americana (IIRSA), especialmente no que se refere à construção de grandes hidrelétricas. Dessa forma, a cidade de Cobija foi definida como sede do próximo FSPA.
Ainda atendendo a deliberação da reunião de Guayaramerin, que indicou que a próxima reunião do CI/FSPA será na cidade que não sediará o VI FSPA (considerando as duas que se propuseram), o Comitê de Articulação definiu que no mês de novembro de 2011 ocorrerá uma reunião ampliada do Comitê Internacional do FSPA na cidade de Trinidad, onde se discutirão os aspectos metodológicos, eixos, e temas do VI FSPA.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Mulheres atingidas por barragens participam de encontro nacional em Brasília
Entre os dias 4 e 7 de abril, cerca de 600 mulheres atingidas por barragens de todo o país estarão reunidas, em Brasília, para o Encontro Nacional das Mulheres – em luta por direitos e pela construção de um novo projeto energético popular. O evento, organizado pelo MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), será realizado no Parque da Cidade.
O encontro visa discutir e analisar a realidade e as conseqüências da construção das barragens na vida das mulheres, traçar um plano de ação para que cada vez mais elas sejam ativas na luta e na organização e denunciar a violação dos direitos humanos das mulheres atingidas no processo de construção de barragens. Além disso, o Encontro culminará numa festa simbólica dos 20 anos de organização nacional do MAB.
Ativistas do movimento internacional da luta contra as represas também estarão presentes no encontro brasileiro. Representantes do movimento mexicano, Miriam Jimenez Agredano, e da Patagônia Argentina, Moira Ivana Millán, confirmaram presença, assim como a vice ministra de Minas e Energia do Paraguai, Mercedes Canese.
A abertura está prevista para as 15 horas do dia 4/4, com a recepção das caravanas e participação de convidados. Na tarde do dia 5, acontecerá o ato político de lançamento do Relatório aprovado pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, que aponta violação dos direitos dos atingidos. Para esta solenidade está prevista a presença da Ministra de Estado, Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos.
Durante a comemoração dos 20 de fundação do MAB, que acontece na noite do dia 5, serão homenageadas pessoas que marcaram a historia do movimento. O Encontro Nacional das Mulheres é a continuação da jornada de lutas realizada em meados de março pelo MAB em virtude do Dia Internacional de Luta Contra as Barragens.
Veja a programação completa aqui.
Fonte: Movimento dos Atingidos por Barragens.
terça-feira, 5 de abril de 2011
O Pará é destaque na nova temporada do Diz Aí, programa que revela o que pensam e querem os jovens rurais do país
O Canal Futura estreia no dia 7 de abril (quinta-feira) a terceira temporada da série Diz Aí. Desta vez, o programa, que abre espaço para mostrar o que os jovens pensam sobre as grandes questões sociais brasileiras, vai tratar dos dilemas da juventude rural. Quais são as aspirações e atividades dos jovens que lutam por melhor qualidade de vida no campo? Como vivem, estudam, se divertem e que experiências de valorização das suas comunidades lideram ou desejam? Com formato documental e episódios de 7 minutos, o Diz Ai vai ao ar na faixa do Conexão Futura, toda quinta-feira, às 15h40, com reprises aos sábados, às 15h50; e domingo, às 8:20h. Clique aqui para ver a chamada do programa.
O Pará é destaque na série e mostra em duas experiências dos municípios de Cametá e Abaetetuba, as peculiaridades da juventude rural ribeirinha da
Amazônia.
Dia 7 haverá o lançamento nacional com atividades e entrevistas simultâneas do Rio de Janeiro (RJ), de Cametá (PA) e da Calendária (RS), onde os jovens que participaram do programa falarão da realidade da juventude rural de norte a sul do país.
De Cametá, a série revela como a formação e a organização por meio de ONGS, sindicatos e experiências educacionais estão ajudando a fixar o jovem no campo, com mais qualidade de vida e renda familiar.
Já em Abaetetuba, o curso de Pedagogia das Águas que tem sua primeira turma pela Universidade Federal do Pará (UFPA), mostra a importância da educação que respeita os saberes locais e os reflexos positivos dessa metodologia na formação dos professores que atuam nas comunidades ribeirinhas.
A série terá cinco programas temáticos sobre educação, cultura, identidade, organização e sustentabilidade. Os episódios misturam depoimentos de jovens engajados com imagens de ações de mobilização por eles lideradas e cenas cotidianas do meio rural. Tudo isso aliado a uma edição dinâmica e recursos de computação gráfica e sonorização com referências ao universo jovem. A consultoria é da professora doutora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFFRJ) Elisa Guaraná.
Realidades Reveladas - Contrariando o senso comum de que a juventude rural deseja migrar para as cidades, a série mostra o engajamento desses jovens na luta pela permanência no campo. As temáticas dos programas foram sugeridas pelos próprios jovens participantes das diversas organizações do meio rural, em consultas feitas pelas equipes de Mobilização e Articulação Comunitária do Canal Futura, durante encontros de juventude ocorridos em diferentes estados brasileiros.
Lançamento em Cametá - O Canal Futura, em parceria com a Associação Paraense de Apoio as Comunidades Carentes (APACC), fará o lançamento em Cametá, no dia 07/04, a partir das 14 horas. O evento contará com a participação de universidades e diversas organizações que atuam no meio camponês para assistir ao programa, seguido de um debate sobre Juventude Rural no Pará.
Distribuição gratuita - Além da exibição no Canal Futura, a série Diz Aí III será distribuída em DVD para instituições, movimentos sociais e outras organizações parceiras do projeto Maleta Futura. O conteúdo ainda será disponibilizado para download no FuturaTec, a videoteca gratuita do Canal Futura.
Os programas desta edição foram gravados em regiões rurais do sul, sudeste, centro-oeste e norte do país. Através de uma parceria com a ASA (Articulação do Semi Árido), mais quatro episódios, com temática ligada exclusivamente à juventude rural da região nordeste, serão produzidos até o final do ano. Fórum que reúne mais de 700 organizações da sociedade civil na luta pelo desenvolvimento social, econômico, político e cultural do semi-árido brasileiro, a ASA mantém um extenso histórico de relacionamento com o Canal Futura, em especial no projeto Maleta Futura e na produção da série “Água: vida e alegria no semi-árido”, uma animação voltada para o público infantil
Sobre o Diz Aí - A série Diz Aí foi exibida pela primeira vez em 2008 com o objetivo de mostrar as reivindicações dos jovens sobre os temas que seriam debatidos na 1ª Conferência Nacional de Juventude, realizada em abril daquele ano. De novembro de 2007 a janeiro de 2008, equipes da Mobilização e Articulação Comunitária do Canal Futura acompanharam os debates nas Conferências Livres de Juventude em Natal (RN), Conceição das Crioulas (PE), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). Deste material saiu a primeira temporada, que abordou discussão sobre meio ambiente, mercado de trabalho, educação, cultura e participação política. Na segunda edição, realizada e exibida em 2009, o Canal Futura investigou como os jovens estavam organizados e o que pensavam sobre cidadania, meio ambiente, relações de gênero e mercado de trabalho.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Ibase lança cartilhas para fortalecer economia solidária
O Ibase acaba de lançar, em parceria com os Centros de Formação em Economia Solidária (CFES) e com o patrocínio da Petrobras no "Programa Desenvolvimento e Cidadania", uma coleção de quatro cartilhas que traz um novo olhar sobre os empreendimentos e, em especial, as redes e cadeias de economia solidária. O objetivo é fortalecer as experiências nessa área.
As publicações foram elaboradas para servir de material didático para oficinas e para a prática cotidiana de iniciativas solidárias. Elas apresentam ferramentas e métodos sobre fluxos e gestão da informação, tema central da coleção.
Para Eugênia Motta, pesquisadora do Ibase e uma das coordenadoras da coleção, o material é resultado de um trabalho coletivo. “Os participantes das experiências descritas nas cartilhas foram fundamentais na preparação dos textos, assim como os CFES”, explicou.
A primeira cartilha, “Um novo olhar sobre a prática”, introduz alguns conceitos básicos e propõe uma nova forma de avaliar empreendimentos e sua articulação em redes e cadeias solidárias. Os números seguintes, “Consumo responsável e compras públicas, “Comercialização e certificação participativa” e “Produção agroecológica e cadeia solidária” trazem casos reais, dois por cartilha, para abordar diferentes temas.
Clique aqui para acessar e distribuir as cartilhas.
As publicações foram elaboradas para servir de material didático para oficinas e para a prática cotidiana de iniciativas solidárias. Elas apresentam ferramentas e métodos sobre fluxos e gestão da informação, tema central da coleção.
Para Eugênia Motta, pesquisadora do Ibase e uma das coordenadoras da coleção, o material é resultado de um trabalho coletivo. “Os participantes das experiências descritas nas cartilhas foram fundamentais na preparação dos textos, assim como os CFES”, explicou.
A primeira cartilha, “Um novo olhar sobre a prática”, introduz alguns conceitos básicos e propõe uma nova forma de avaliar empreendimentos e sua articulação em redes e cadeias solidárias. Os números seguintes, “Consumo responsável e compras públicas, “Comercialização e certificação participativa” e “Produção agroecológica e cadeia solidária” trazem casos reais, dois por cartilha, para abordar diferentes temas.
Clique aqui para acessar e distribuir as cartilhas.
Texto: Natália Mazotte - Ibase
Governo Federal apoia projetos de segurança alimentar de municípios
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| Secretária Maya Takagi se reúne com representantes dos municípios. Foto: Naiara Costa/MDS |
“O objetivo da reunião é contar com o envolvimento das entidades na divulgação e no apoio aos municípios para a elaboração dos projetos. É o momento de sensibilizar os prefeitos para a questão da alimentação”, explicou Maya Takagi, secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério.
Os editais preveem a ampliação do número de Bancos de Alimentos, Cozinhas Comunitárias e Restaurantes Populares em todo o País. Serão investidos R$ 11 milhões em Restaurantes Populares, R$ 4,5 milhões nos Bancos de Alimentos e R$ 14,6 milhões nas Cozinhas Comunitárias. “São instrumentos importantes no plano de erradicação da extrema pobreza”, define Maya.
Entre os critérios de escolha para a implantação de Cozinhas Comunitárias, estão cidades selecionadas para os projetos Praças do PAC e Creches ProInfância do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). “São municípios que já passaram por seleção de suas necessidades e as cozinhas servirão para complementar essas unidades”, explica a secretária.
Para o Banco de Alimentos, serão priorizados municípios operadores do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e que estejam cumprindo a Lei nº 11.497/2009, que prevê a compra pelo FNDE de no mínimo 30% de seus recursos junto à agricultura familiar. “O PAA complementa essa cota de forma regular, evitando a irregularidade nas doações. Queremos estimular os municípios que já fazem a compra da agricultura familiar para a merenda escolar”, diz Maya.
Já os Restaurantes Populares se destinam a municípios acima de 100 mil habitantes. Todas as informações estão detalhadas nos editais disponíveis na página do MDS na internet.
Adriana Scorza - Ascom/MDS
domingo, 3 de abril de 2011
Mulheres trabalhadoras rurais serão capacitadas em oficina
A fim fortalecer a capacidade empreendedora dos grupos na produção, beneficiamento e comercialização dos produtos agroextrativistas de agricultoras e agricultores familiares, a Associação Paraense de Apoio as Comunidades Carente (APACC) e o Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense (MMNEPA), através do projeto Mulheres do Campo, em parceria com a Rede de Articulação de Agroecologia da Amazônia (ANA Amazônia), promovem o ciclo de oficinas “Metodologias Participativas Camponês(a)-Camponês(a): difusão de conhecimentos agroecológicos na produção, beneficiamento e comercialização sustentável na Amazônia, com enfoque de gênero”. A intenção é contribuir para melhorar a qualidade, visibilidade e comercialização dos produtos, além de valorizar o papel das mulheres e da agricultura familiar no desenvolvimento sustentável da região.
O evento, que se destina a agricultoras e agricultores familiares, extrativistas, quilombolas, articuladoras e articuladores, técnicos, assessoras e assessores, será dividido em duas oficinas: uma no município Santa Maria do Pará, nordeste paraense, de 5 a 7 de abril; e outra em Cametá, região do Baixo Tocantins, de 12 a 14 de abril.
Para participar, os agricultores e as agricultoras devem possuir algum tipo de beneficiamento e comercialização nas suas unidades familiares; devem se comprometer em ser multiplicadores em suas comunidades; e precisam trazer, para a oficina, materiais para serem utilizados em uma exposição (trocas de experiência), como fotos, uma pequena mostra da terra (300 g), sementes, frutos ou outro produto importante do lote.
A iniciativa é apoiada pelo Programa de Diálogo e Intercâmbio em Agricultura Sustentável (Prodias) e pela Pão Para o Mundo, e tem financiamento da União Europeia.
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